A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), localizada em Foz do Iguaçu, será a responsável pela coordenação de uma Missão de Observação Eleitoral Nacional durante as eleições brasileiras de 2026. Esta iniciativa reunirá uma rede composta por sete universidades federais, envolvendo mais de 60 professores e estudantes tanto de graduação quanto de pós-graduação. O objetivo é acompanhar as diferentes etapas do processo eleitoral e analisar as particularidades da votação em regiões de fronteira.
Credenciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UNILA se destaca como uma instituição habilitada para conduzir essa missão, que é regulamentada pela Resolução TSE nº 23.678/2021. Essa resolução estabelece que as missões devem realizar um acompanhamento técnico, independente e imparcial das etapas eleitorais.
Além da UNILA, fazem parte da rede a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Universidade Federal do Amapá (Unifap).
A observação eleitoral ocorrerá em diversas regiões do Brasil, levando em conta as características territoriais e sociais de cada local. Entre os aspectos que serão analisados estão a circulação de pessoas entre países, a presença de migrantes e populações originárias, além das dificuldades logísticas para acessar os locais de votação.
De acordo com o professor Lucas Ribeiro Mesquita, que coordena a missão pela UNILA, a proposta é ampliar a visão das missões nacionais para realidades que apresentam características distintas em relação aos grandes centros urbanos. "Geralmente as missões estão concentradas em capitais, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A intenção de formar essa rede é justamente observar as particularidades das regiões de fronteira", explica Mesquita.
O trabalho levará em conta as diferenças que existem entre as diversas regiões fronteiriças. Por exemplo, Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, terá suas particularidades analisadas em relação a outros locais. A Resolução do TSE estabelece critérios de imparcialidade político-partidária para os envolvidos na observação.