Na manhã de segunda-feira (21), a Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu apresentou na Câmara Municipal o Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), que abrange dados do período de maio a agosto deste ano. Durante a audiência pública, as diversas diretorias da secretaria destacaram progressos significativos, como a diminuição dos casos confirmados de dengue, a ampliação de exames especializados e o crescimento nos atendimentos em Saúde Bucal e na Saúde Mental.
A secretária adjunta de Saúde, Jaqueline Tontini, ressaltou que a legislação brasileira, conforme a Constituição Federal, estipula que o investimento em saúde deve corresponder a 15% do orçamento municipal. Em Foz do Iguaçu, no entanto, esse percentual é superior, alcançando 27%. Jaqueline destacou os esforços para reduzir as filas de espera e a ampliação dos serviços oferecidos no Poliambulatório do Porto Meira, enfatizando a importância das parcerias com outros órgãos governamentais.
A gestão da saúde municipal tem priorizado o diálogo com instituições de países vizinhos, como Argentina e Paraguai. Jaqueline mencionou uma agenda em Assunção para discutir a situação dos atendimentos de saúde na fronteira com o Paraguai, além de manter conversas com o Governo Estadual e Federal. "Nossa saúde é transfronteiriça e, por isso, é necessário tanto mais recursos financeiros como também a assistência prestada do outro lado", afirmou.
Uma das conquistas mais notáveis é a redução dos casos de dengue, que caiu de 209 em 2025 para apenas 28 em 2026, sem registros de óbitos nos dois anos. A diminuição dos casos é atribuída a ações de vistoria e à implementação da segunda fase do projeto Wolbachia, além do aumento de 182,1% nas atividades de educação em Saúde Ambiental.
Apesar dos avanços, ainda há desafios, como a taxa de absenteísmo, que, embora tenha diminuído de 13% para 10%, continua sendo um problema. A equipe da Saúde está trabalhando para qualificar as filas de espera e reduzir o número de pacientes que não comparecem aos exames e consultas, impactando negativamente o atendimento.
No que diz respeito à Saúde Mental, os atendimentos aumentaram de 33.950 para 38.009 entre o segundo quadrimestre de 2025 e 2026. Esse crescimento é atribuído à ampliação do horário de funcionamento do CAPS AD, que agora opera 24 horas.