As autoridades da Colômbia estão em alerta máximo para possíveis ações terroristas que possam ocorrer durante a posse de Abelardo De La Espriella, programada para sexta-feira, 7 de agosto, em Cali. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, expressou sua preocupação, afirmando que "esses criminosos provavelmente pretendem interromper este evento democrático com atos terroristas".
O clima de insegurança foi intensificado após a interceptação de um ônibus que transportava 420 quilos de nitrato de amônio, distribuídos em sete cilindros, junto com rampas para lançamento. De acordo com informações do jornal El Tiempo, o veículo seria vinculado à dissidência das FARC, conhecida como frente "Jaime Martínez", e as autoridades suspeitam que sua finalidade era sabotar a cerimônia de posse de Espriella.
Outras análises sugerem que o ataque poderia ser direcionado contra as forças de segurança, com o objetivo de aliviar a pressão sobre rotas utilizadas por grupos dissidentes para o tráfico de drogas. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança não apenas do evento, mas também das operações de segurança pública no país.
No evento, estão confirmadas as presenças dos presidentes Javier Milei, da Argentina; Santiago Peña, do Paraguai; José Antonio Kast, do Chile; e Daniel Noboa, do Equador. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à posse, sendo representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
A preparação das forças de segurança reflete a seriedade da situação, com um foco especial na proteção dos dignitários e na manutenção da ordem durante a cerimônia, em um contexto marcado por tensões políticas e ameaças de violência. As autoridades estão em constante monitoramento para garantir a segurança do evento e a integridade das pessoas que participarão da cerimônia.