Foz do Iguaçu registrou um volume de 261,8 milímetros de chuva entre os dias 1º e 12 de outubro, o que corresponde a 104,3% da média histórica para o mês, que é de 251,1 milímetros. Essa precipitação intensa resultou em alagamentos em cinco ruas, quedas de árvores e danos em telhados de três residências. A Defesa Civil está atenta ao monitoramento dos rios Paraná e Iguaçu, que apresentaram aumento em seus níveis devido às chuvas nas bacias hidrográficas.
Uma tempestade acompanhada de vendaval teve início por volta das 21h de domingo (11) e se estendeu pela madrugada e manhã de segunda-feira (12). Dados coletados às 11h pelos pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicaram uma precipitação média superior a 80 milímetros durante esse evento.
Informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontam que a quantidade de chuva registrada nos primeiros 12 dias de outubro ultrapassou em 10,7 milímetros a média histórica do mês, o que demanda atenção especial devido à elevação dos rios na região fronteiriça.
Os pontos de alagamento foram identificados por volta das 10h de segunda-feira em diferentes bairros, afetando a Rua D, no Jardim Ipanema; a Rua Ernesto Keller, no bairro Bourbon; a Rua Flávio Cavalieri, no Jardim Morenitas; além das ruas das Rosas e das Tulipas, no Jardim das Flores. Equipes da Secretaria Municipal de Obras, atuando pelo setor de Galerias de Águas Pluviais, estão acompanhando as ocorrências e as condições dos locais impactados.
A tempestade também causou a queda de uma árvore na Avenida República Argentina, nas proximidades da Avenida Juscelino Kubitschek, levando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente a ser acionada para a remoção. A Defesa Civil registrou três ocorrências de danos em telhados de casas localizadas nos bairros Universitário, Vila Borges e Porto Meira, onde os moradores receberam lonas para proteção temporária.
Até o momento da divulgação do boletim, não havia registro de feridos, porém, a elevação dos cursos d'água continua a ser monitorada. Na área do porto de areia, a água já alcançou as instalações da empresa que opera no local, resultando na retirada preventiva dos funcionários até que o nível do rio diminua.