Mudanças na fiscalização da fronteira entre Brasil e Paraguai são discutidas

A Receita Federal avalia a necessidade de alterações na operação da fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, impulsionada pelo aumento do tráfego de pessoas e veículos. A Ponte da Integração será utilizada por moradores a partir de 14 de setembro.
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O aumento significativo no movimento de pessoas, veículos e mercadorias entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este motivou a Receita Federal a considerar mudanças estruturais na operação da fronteira. Essa avaliação foi feita pelo delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi Vendramini, durante uma reunião com representantes da Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este.

O encontro abordou a circulação na Ponte Internacional da Amizade e a necessidade de aprimorar os procedimentos em vigor pelos órgãos responsáveis do Brasil e do Paraguai. Uma reportagem do jornal paraguaio La Nación destacou que Mossi defendeu a análise de novas alternativas para adaptar os mecanismos de controle ao crescente fluxo de pessoas e veículos. Essa discussão se torna ainda mais relevante com a iminente nova fase de utilização da Ponte da Integração, que está programada para começar em 14 de setembro.

A partir dessa data, moradores de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias poderão utilizar a Ponte da Integração, desde que estejam habilitados pelo Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço, conhecido como DTVF. A circulação estará permitida das 7h às 13h, seguindo um cronograma definido pelas autoridades dos dois países. Essa medida visa ampliar o uso da nova estrutura, que até o momento tem operado predominantemente para o transporte de cargas.

Construída como uma alternativa à Ponte da Amizade, a Ponte da Integração ainda possui limitações em relação ao tipo de veículos que podem utilizá-la. O volume de tráfego ajuda a justificar a necessidade de discussão sobre a fiscalização na fronteira. Um levantamento realizado pelo Centro Universitário UDC registrou 217.487 veículos e 519.569 pessoas atravessando a Ponte da Amizade durante 102 horas de observação.

Essa estrutura é um ponto crucial para o deslocamento diário de moradores, trabalhadores, turistas, compradores, ônibus, veículos particulares e transporte de mercadorias. Durante a reunião, representantes do comércio de Ciudad del Este enfatizaram a importância de uma maior integração entre os órgãos que controlam a fronteira. A avaliação é de que quaisquer mudanças devem considerar de forma coordenada os procedimentos adotados de ambos os lados da fronteira.

A Receita Federal destacou que as discussões buscam desenvolver mecanismos que melhorem a fluidez do trânsito, mantendo os procedimentos de fiscalização e segurança. Até o momento, não foram divulgados novos modelos para a Ponte da Amizade, nem um cronograma para possíveis mudanças estruturais.