Operação investiga caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu

A Polícia Federal realiza operação para desmantelar grupo suspeito de caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu, com apreensões de equipamentos e carne congelada. A investigação começou após prisões em junho.
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Na manhã desta terça-feira (1º), a Polícia Federal iniciou uma operação para investigar um grupo suspeito de envolvimento na caça ilegal de animais silvestres no Parque Nacional do Iguaçu, localizado em Foz do Iguaçu. A ação contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.

As investigações apontam que os suspeitos teriam realizado incursões armadas na área de conservação com frequência, incluindo atividades noturnas. A PF informa que a entrada no parque teria acontecido ao menos uma vez por mês desde o início de 2026.

Durante as buscas, foram confiscados documentos, celulares, roupas e equipamentos relacionados à prática de caça, além de materiais que poderiam ser utilizados para a construção de jirau, estruturas empregadas para a permanência e observação na mata. Os agentes também encontraram carne congelada, que será analisada em perícia genética para determinar sua origem e verificar possíveis relações com animais silvestres abatidos na área protegida.

A investigação teve início após a prisão de dois homens em flagrante no dia 6 de junho deste ano, na região da Linha Santo Alberto, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. A abordagem foi realizada em colaboração com a Polícia Militar Ambiental e o ICMBio, resultando na apreensão de dois rifles calibre .22, 62 munições intactas e equipamentos utilizados para a caça noturna de animais.

Entre os itens apreendidos estavam lanternas de alta potência, redes de descanso camufladas e mira óptica. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal passou a apurar a possível continuidade das incursões e a participação dos suspeitos em atividades de caça na unidade de conservação.

A operação recebeu o nome de Pyhare, que em guarani significa noite ou escuridão. A escolha do nome reflete o modo de atuação dos investigados, que realizavam as incursões durante a noite, utilizando equipamentos de iluminação, mira óptica e estruturas destinadas à permanência dos caçadores na floresta.