O Governo do Paraná iniciou uma articulação com a Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu e representantes da saúde suplementar para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar no município. O objetivo é estabelecer novos acordos assistenciais que possibilitem uma utilização mais eficiente da estrutura existente, aumentando a oferta de serviços à população de Foz e da região de fronteira. A discussão ocorreu na sexta-feira (21) e contou com a presença de representantes do Estado, do município e do setor privado.
Durante a reunião, as equipes apresentaram diversas alternativas de cooperação, com o intuito de avançar na definição dos serviços a serem incorporados, bem como dos fluxos de atendimento e das condições necessárias para a implementação dos acordos. A iniciativa responde a uma mudança observada na demanda por serviços de saúde, especialmente com o aumento do número de pessoas que deixaram planos de saúde e passaram a utilizar o Sistema Único de Saúde, o SUS. O secretário estadual da Saúde, Dr. Cesar Neves, ressaltou a importância dessa parceria, afirmando que “hoje essa parceria é mais que indispensável”.
A pressão por leitos Em Foz do Iguaçu é uma preocupação constante, especialmente devido ao status do município como uma cidade de fronteira e à alta demanda de pessoas que buscam atendimento na região. O secretário estadual destacou que a relação entre a população atendida e a quantidade de leitos disponíveis requer atenção contínua, pois “nós temos um desenho de leitos por habitante que sempre pede incremento”.
A proposta em discussão visa aumentar a utilização dos hospitais já existentes Em Foz do Iguaçu, evitando a subutilização da capacidade hospitalar em um momento de crescente procura por atendimento. A estratégia busca combinar estruturas e serviços disponíveis, ampliando a oferta à população e melhorando a distribuição da demanda na rede.
Este modelo está alinhado com uma política que, conforme mencionado por Cesar Neves, está sendo desenvolvida pela Secretaria Estadual da Saúde. A expectativa do Governo do Paraná é que a experiência se transforme em um modelo de cooperação entre o sistema público e a saúde suplementar. Em Foz do Iguaçu, essa iniciativa pode ser uma alternativa para aumentar a capacidade hospitalar sem depender exclusivamente da expansão física da rede pública. O secretário expressou otimismo, afirmando que “essa parceria público-privada vai ser mais um case de sucesso da gestão do governador Ratinho, que olha a saúde como um todo, tanto saúde suplementar como saúde pública”.
Adicionalmente, a proposta tem como objetivo reduzir a pressão sobre os serviços públicos, facilitando o acesso da população aos recursos hospitalares disponíveis no município e em sua região. O entendimento do Estado é que o fortalecimento de um segmento trará reflexos positivos para o outro, promovendo a ideia de que “saúde pública bem, saúde suplementar vai bem. O contrário também é verdadeiro. Somos todos uma única saúde”, concluiu Cesar Neves.