Desmontagem da passarela da Garganta do Diabo é iniciada para proteção estrutural

A retirada da passarela que dá acesso à Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu, começou nesta segunda-feira (3) com previsão de conclusão para dezembro. Medida visa proteger a estrutura durante o aumento da vazão do Rio Iguaçu.
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A passarela que permite o acesso à Garganta do Diabo, um dos principais atrativos do lado argentino das Cataratas do Iguaçu, teve seu processo de desmontagem iniciado nesta segunda-feira (3). A ação faz parte de uma operação preventiva destinada a proteger a estrutura durante o período de alta vazão do Rio Iguaçu, que geralmente ocorre entre setembro e outubro.

A autorização para a desmontagem foi concedida pela direção do Parque Nacional Iguazú, em resposta a um pedido da concessionária Iguazú Argentina. A medida é justificada pela expectativa de chuvas acima da média, o que pode resultar em cheias significativas e aumentar o risco de danos às passarelas metálicas que se estendem sobre o leito do rio.

O principal objetivo dessa intervenção é evitar problemas semelhantes aos que ocorreram em outubro de 2023, quando uma forte enchente danificou parte da estrutura que dá acesso à Garganta do Diabo. Naquela ocasião, o circuito ficou fechado por cerca de oito meses, até que as obras de reconstrução fossem finalizadas. Com a atual retirada preventiva, a concessionária acredita que o tempo de interdição poderá ser reduzido para cerca de quatro meses.

Com mais de um quilômetro de extensão, a passarela apresenta maior vulnerabilidade durante as grandes cheias, especialmente em comparação com a estrutura do lado brasileiro das Cataratas, que é considerada mais resistente à força das águas.

Apesar da interdição temporária da Garganta do Diabo, o Parque Nacional Iguazú continua operando normalmente. Os Circuitos Superior e Inferior permanecem abertos, permitindo que os visitantes aproveitem diferentes perspectivas das Cataratas do Iguaçu durante o período das obras.

A administração do parque ressaltou que a ação visa não apenas preservar a infraestrutura, mas também garantir a segurança dos turistas, em virtude das previsões de aumento da vazão do Rio Iguaçu associadas às condições climáticas esperadas para os próximos meses.