A onça-pintada conhecida como Tape'ỹ, que foi avistada em uma área urbana de Foz do Iguaçu no final de junho, foi reintroduzida à natureza após passar por um processo de recuperação veterinária. O macho foi solto no Parque Nacional do Iguaçu, após receber alta da equipe técnica responsável, encerrando uma operação que teve início com sua captura no bairro Três Lagoas.
O retorno do animal à floresta ocorreu após semanas de monitoramento clínico no Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. Durante esse período, Tape'ỹ passou por diversos exames clínicos e laboratoriais, além de receber tratamento para ferimentos que foram identificados no momento da captura. A equipe técnica acompanhou sua evolução de forma diária e constatou que o felino havia recuperado as condições necessárias para retornar ao seu habitat natural.
A equipe responsável pela recuperação observou que, além da recuperação física, o comportamento do animal se manteve adequado para um indivíduo silvestre. Tape'ỹ alimentou-se normalmente, manteve seus instintos naturais e demonstrou capacidade para sobreviver em seu ambiente.
Antes de ser solto, o felino recebeu um colar com tecnologia GPS, que possibilitará o monitoramento de seus deslocamentos nos próximos meses. Esses dados serão importantes para avaliar sua adaptação, uso do território e comportamento após o retorno à floresta, além de contribuir para futuras estratégias de preservação da onça-pintada na Mata Atlântica.
A soltura do animal contou com a participação de equipes do Projeto Onças do Iguaçu, do Parque Nacional do Iguaçu, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio), da Itaipu Binacional e de outras instituições parceiras. Após deixar a caixa de transporte, Tape'ỹ seguiu em direção à mata e foi visualmente acompanhado até desaparecer entre a vegetação.
Rogério Cunha de Paula, chefe do CENAP/ICMBio, afirmou que o desfecho do caso representa o sucesso de uma operação que envolveu decisões técnicas desde o início. Ele ressaltou que o retorno de Tape'ỹ ao Parque Nacional do Iguaçu marca o encerramento de um processo que teve a colaboração da população local, cujas informações foram cruciais para a localização rápida do animal, possibilitando uma captura segura e um atendimento veterinário efetivo.