A Polícia Federal (PF) programou para a manhã desta sexta-feira (9/10) uma nova visita ao prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, que sofreu um incêndio na última quarta-feira (7/10). O objetivo é avaliar as condições necessárias para retomar os trabalhos periciais, que foram interrompidos devido a riscos estruturais identificados no local.
A perícia inicial foi iniciada na quinta-feira (8/10), mas os profissionais foram obrigados a suspender os trabalhos por questões de segurança. Investigadores da PF afirmaram que os especialistas farão uma nova avaliação da estrutura do prédio antes de decidir pela continuidade das investigações. Não há previsão para a conclusão da perícia, que busca esclarecer as circunstâncias e possíveis causas do incêndio.
Até o momento, não foi determinada a origem das chamas, e não há confirmação de que o incêndio tenha sido causado de forma intencional. Em paralelo, a PF planeja ouvir suspeitos relacionados ao caso ainda nesta sexta-feira. Alguns deles já prestaram depoimento na quinta-feira (8/10).
O incêndio ocorreu um dia após uma manifestação de estudantes da UFPE, que se mobilizaram em defesa da democracia e em apoio ao presidente Lula (PT), que disputa o segundo turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação foi realizada na terça-feira (6/10), quando os alunos também defenderam melhorias na educação.
Além desse episódio, outras ocorrências foram registradas nos dias 30 de setembro e 4 de outubro. A estimativa do reitor Alfredo Gomes é de que os prejuízos causados pelo incêndio de 7 de outubro possam alcançar R$ 100 milhões. "Estimamos, em termos de equipamentos, insumos e material, uma aproximação de R$ 100 milhões", lamentou.
O fogo atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide), que abrigava materiais e projetos de pesquisa da universidade, incluindo estudos sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. Apesar da gravidade do incêndio, ninguém ficou ferido.