Na quarta-feira, 12, a Multilog apresentou à Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) o andamento das obras do novo Porto Seco, um projeto que visa atender às demandas do comércio exterior na região trinacional que abrange Brasil, Argentina e Paraguai. O evento contou com a participação de empresários, investidores, operadores do setor logístico e lideranças locais.
A apresentação foi conduzida por Francisco Augusto Silva Damilano, gerente-geral de Operações das Fronteiras da Multilog, e teve o apoio de Roger Mendes Ribeiro, gerente de Operações da empresa. Eles detalharam a estrutura do recinto alfandegado, que deverá ser entregue até o dia 10 de dezembro deste ano, conforme compromisso com a Receita Federal do Brasil. O investimento total na obra é de R$ 240 milhões, e a expectativa é que o novo Porto Seco amplie e modernize significativamente as operações na região.
Francisco Damilano destacou a importância da obra, afirmando que representa um desafio importante. "É um compromisso com a Receita Federal e um passo significativo para que Foz do Iguaçu tenha a estrutura necessária para o comércio exterior que merece", afirmou. Com a ampliação, a área total do Porto Seco passará de 190 mil para 550 mil metros quadrados, com capacidade para receber até dois mil caminhões de carga por dia, promovendo melhorias nas operações logísticas.
As atualizações na infraestrutura incluem a criação de uma área climatizada, a instalação de seis gates automatizados para entrada e saída, além de um novo escâner moderno para inspeção e um sistema de leitura de placas. A ampliação do armazém alfandegado também é uma prioridade, passando de dois mil para sete mil metros quadrados, com foco na integração entre diferentes áreas e órgãos.
Uma das inovações do projeto é a inclusão de uma aduana integrada com a Argentina, que busca facilitar as operações de importação e exportação. O vice-presidente da ACIFI, Gustavo Vargas, enfatizou a relevância da apresentação e a necessidade de esclarecimentos sobre o projeto, que é visto como um indutor de desenvolvimento econômico na região.
Edmilson Iareski, representando o Conselho Superior, ressaltou o impacto positivo que a nova estrutura terá, como a geração de empregos e a redução de custos operacionais para empresas e consumidores. Ele destacou que o comércio internacional e a logística são fundamentais para o crescimento regional. Por fim, Danilo Vendruscolo, Coordenador da Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística do Programa Oeste, abordou a construção de um elevado na BR-277, que facilitará o acesso ao novo Porto Seco.