Megaoperação prende suspeitos de falsificação de medicamentos em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este

Uma operação internacional resultou na prisão de cinco pessoas Em Foz do Iguaçu e duas em Ciudad del Este, desarticulando uma rede criminosa que atuava na venda ilegal de medicamentos. A ação envolveu a Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Nacional do Paraguai.
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Na manhã de quarta-feira (12), uma grande operação internacional foi realizada, resultando na prisão de cinco indivíduos Em Foz do Iguaçu e outros dois em Ciudad del Este. O foco da ação foi desmantelar uma rede criminosa envolvida na falsificação e comercialização clandestina de medicamentos, incluindo substâncias emagrecedoras e anabolizantes.

A operação contou com a colaboração de agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil no Brasil, além da Polícia Nacional do Paraguai, com o suporte do Comando Tripartite. No Brasil, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões preventivas e temporárias em diversas localidades do Paraná, bem como nos estados do Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Acre e Minas Gerais, totalizando mais de 100 ordens judiciais.

Em Foz do Iguaçu, aproximadamente 20 policiais civis e 10 agentes da Guarda Municipal participaram das diligências. Entre os detidos, uma mulher foi identificada como a responsável pela articulação na compra e importação de medicamentos do Paraguai. Outros dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de armas e munições.

O delegado Geraldo Evangelista, que supervisionou a operação, ressaltou a importância das ações da Polícia Civil do Paraná (PCPR) no combate às organizações criminosas e à venda irregular de substâncias controladas. Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, celulares, notebooks, tablets e uma quantia significativa em dinheiro.

A operação resultou na apreensão de 25 veículos de alto padrão e no fechamento de 13 estabelecimentos comerciais em todo o território nacional. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados e a remoção de 22 perfis em redes sociais vinculados ao esquema.

Entre os alvos da operação estava Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, que é considerado o chefe da organização no Brasil. As investigações tiveram início após a apreensão de materiais em sua residência, onde foram encontrados celulares com informações sobre a emissão de receitas falsas para a aquisição de medicamentos controlados.