Lula assume responsabilidade por desaprovação e desempenho no primeiro turno das eleições

Em sabatina ao Jornal Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que a responsabilidade pela desaprovação do governo e pelo resultado das eleições é dele. Ele destacou que sua campanha à reeleição foi a menos organizada desde 1989.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quinta-feira (15/10), que a responsabilidade pela desaprovação de seu governo e pelos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais é inteiramente sua. Durante uma sabatina ao Jornal Nacional, Lula afirmou que, ao ser o líder do governo, não pode atribuir a culpa a terceiros. "Eu sou o governo, então se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o governo que fiz, eu não posso ficar jogando a culpa em ninguém. A responsabilidade é toda minha", ressaltou.

No primeiro turno, Lula obteve 53.879.538 votos, o que representa 45,16% dos votos válidos. Em contraste, Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente, com 56.104.268 votos, correspondendo a 47,03% dos válidos. A diferença nos números evidenciou a situação desafiadora que o presidente enfrenta em sua busca pela reeleição.

Após o primeiro turno, Lula admitiu que sua campanha não atendeu às expectativas e a considerou a “menos organizada” desde que começou a disputar o cargo em 1989. Durante uma reunião interna com membros do PT, ele atribuiu o resultado das urnas à condução da campanha, indicando que houve dificuldades em comunicar ao eleitorado os avanços de seu terceiro mandato.

"Foram dois anos e meio para tentar recuperar o país. Quando o povo votou em mim [em 2022], ele o fez com a mentalidade do final do meu mandato de 2010, em um período próspero. A situação hoje é diferente", observou Lula, enfatizando os desafios enfrentados nos últimos anos, como a desmontagem de 10 ministérios.

O presidente também expressou sua frustração por não conseguir fazer com que a população compreendesse os feitos de seu governo, afirmando que, apesar dos esforços, sempre há mais a ser feito. "Estou consciente de que vão ganhar as eleições", concluiu, mostrando-se otimista em relação ao futuro.