Foz do Iguaçu inicia liberação de mosquitos com bactéria Wolbachia em 28 bairros

A segunda etapa do Método Wolbachia começou em Foz do Iguaçu, com a soltura de mosquitos em 28 bairros. A ação, que se estenderá por 26 semanas, visa ampliar a cobertura da tecnologia para 100% da área urbana do município.
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A cidade de Foz do Iguaçu deu início nesta terça-feira (25) à segunda fase do Método Wolbachia, com a liberação de mosquitos em 28 bairros. Esta etapa, que se estenderá por um período de 26 semanas, tem como objetivo expandir o uso da tecnologia para 100% do território urbano do município, após a primeira fase que contemplou 50% da área em 2024.

Renata Desplante Lopes, Coordenadora Técnica da Vigilância Ambiental, representando a Secretaria Municipal de Saúde, destacou a importância da iniciativa. "Quem está aqui em Foz do Iguaçu há mais tempo lembra como a gente sofria com as epidemias de dengue, com pessoas adoecendo e as unidades de saúde lotadas. Tivemos registros de mortes no município. Então, trazer esse método garante que a população esteja mais saudável e ajuda a evitar epidemias no futuro."

As equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciaram a produção dos mosquitos portadores da bactéria Wolbachia em 13 de agosto, no Núcleo de Produção Regional/Insetário, localizado no Horto Municipal. Os ovos dos mosquitos são entregues em cápsulas, cada uma contendo aproximadamente 1,2 mil ovos e ração, que são colocados em potes plásticos com água para o desenvolvimento.

O processo de transformação dos ovos em mosquitos adultos leva cerca de sete dias. Um dia antes da soltura, a água é retirada dos potes. A liberação dos mosquitos ocorrerá de segunda a sexta-feira, com três veículos percorrendo rotas específicas até que todas as áreas programadas sejam atendidas. Embora a população possa notar um aumento temporário na quantidade de mosquitos, é importante ressaltar que esses insetos são inofensivos e não representam risco à saúde humana ou animal.

Jorge Costa, assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reiterou a necessidade de continuar com a eliminação do Aedes aegypti, enfatizando que, ao eliminar esse mosquito, a população também contribui para a redução das doenças transmitidas por ele.

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente de Foz do Iguaçu, foram registrados 3.605 casos notificados de dengue, com 43 confirmações e 3.383 descartes, sem mortes pela doença até o momento.