Empresário condenado por homicídio busca justiça através do estudo do direito na prisão

Felipe Heder, preso por homicídio, se dedica ao estudo autodidata de direito penal para provar sua inocência. Ele foi condenado a mais de 18 anos e recorre da decisão.
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Felipe Heder, um empresário atualmente cumprindo pena no sistema prisional de São Paulo, tem se dedicado ao estudo do direito penal de forma autodidata, na esperança de demonstrar sua inocência em um caso de homicídio. Ele foi condenado a mais de 18 anos de prisão, mas a decisão é de primeira instância e ele está no processo de apelação.

Recluso há pouco mais de dois anos, Felipe já leu 30 títulos e completou 17 cursos enquanto esteve preso. Além disso, ele trabalhou na unidade prisional e realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, o que possibilitou a remição de parte de sua pena.

Ana Karoliny Torquato da Silva, esposa de Felipe, revelou que o conhecimento adquirido durante sua detenção tem sido fundamental para a sua defesa no processo penal. O casal tem lutado na Justiça para provar que Felipe é inocente.

O caso pelo qual Felipe foi acusado ocorreu em uma balada na zona norte de São Paulo, na madrugada do dia 28 de dezembro de 2023. Ele é acusado de ter disparado contra um homem, que foi atingido por pelo menos nove tiros em meio a uma confusão. Antes do incidente, houve um breve desentendimento entre Felipe e a vítima, mas a situação foi contida por seguranças.

Uma testemunha ocular, que preferiu não se identificar, relatou que a situação se desenrolou rapidamente. Ele afirmou que viu dois rapazes se aproximando da vítima momentos antes dos disparos, e destacou que esses indivíduos eram brancos, enquanto Felipe é negro.

Ana Karoliny estava em contato telefônico com Felipe no momento da confusão, questionando-o sobre o horário de retorno para casa devido a uma viagem planejada para o dia seguinte. Em suas comunicações, Felipe expressa a dificuldade de viver uma situação em que se sente injustamente acusado, sem afirmar diretamente sua inocência, mas pedindo que o julgamento seja feito com base nas evidências e na lei.