O comércio varejista brasileiro registrou um aumento de 0,1% em agosto, quando comparado ao mês anterior, julho, que teve uma queda de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 15 de outubro, pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nos primeiros oito meses de 2026, o varejo acumulou um crescimento de 1,7%. Além disso, a taxa de crescimento em 12 meses foi de 1,6% e, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve uma alta de 0,4%.
A PMC, que começou a ser realizada em janeiro de 1995, é responsável por fornecer indicadores sobre o desempenho do comércio varejista no Brasil. Para isso, o IBGE analisa a receita bruta de revenda de empresas formais com 20 ou mais trabalhadores que atuam nessa área.
De acordo com os resultados, das oito categorias analisadas, seis apresentaram crescimento. A categoria de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação destacou-se com um aumento de 6,3%. Por outro lado, a atividade de móveis e eletrodomésticos foi a que mais sofreu, apresentando uma queda de 4,2%.
As taxas de variação mensal em agosto foram variadas entre os setores. Os combustíveis e lubrificantes tiveram um aumento de 1,1%, enquanto supermercados apresentaram uma diminuição de 0,3%. Outras categorias como tecidos, vestuários e calçados, e artigos farmacêuticos tiveram variações de 0,6% e 0,7%, respectivamente. Já livros, jornais e revistas mostraram um crescimento modesto de 0,2%, enquanto outros artigos de produtos pessoais tiveram um aumento de 1,4%.
Na comparação entre julho e agosto, 14 das 27 Unidades da Federação mostraram crescimento nas vendas do comércio varejista, com destaque para Rondônia, que teve um aumento de 5,8%, seguido pelo Amapá, com 5,3%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%. Por outro lado, 12 Unidades da Federação apresentaram resultados negativos, com o Espírito Santo liderando com uma queda de 3,8%, Alagoas com -1,3% e o Rio Grande do Norte com -1,1%. Roraima manteve-se estável.