A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (14/10) uma operação para investigar supostas irregularidades na gestão de recursos da saúde em Nossa Senhora do Socorro, município localizado em Sergipe (SE). O desvio estimado de recursos chega a R$ 15,6 milhões, que teriam ocorrido em contratos com organizações sociais para a administração de unidades de saúde, incluindo um hospital de campanha criado durante a pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2026.
A investigação da PF busca esclarecer indícios de superfaturamento e a prática de subcontratação de serviços através de empresas ligadas a pessoas que mantêm vínculos com os gestores das organizações. A ação, nomeada como Operação Dirus, resultou na execução de 32 mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Sergipe (SE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Ceará (CE) e Paraíba (PB).
Os mandados foram cumpridos em sedes das organizações sociais e empresas implicadas, além de residências de investigados, abrangendo 12 municípios nos estados mencionados. A operação também visa o bloqueio e sequestro de bens e valores que totalizam até R$ 15,6 milhões.
Os envolvidos na investigação poderão responder por diversos crimes, como organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Este desdobramento é uma das ações mais significativas da PF na luta contra a corrupção e a má gestão de recursos públicos na área da saúde.
As investigações seguem em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o progresso da operação e a análise das evidências coletadas durante os mandados. A PF continua a reforçar seu compromisso em combater práticas ilícitas que comprometem a saúde pública e os recursos destinados a esse setor essencial.