Haddad propõe plano de recuperação para dependentes químicos em São Paulo

Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, defende a criação de um programa para dependentes químicos, inspirado na iniciativa Braços Abertos, visando evitar o surgimento de novas Cracolândias na capital paulista.
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O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), destacou a importância de um plano de ação voltado para a recuperação de dependentes químicos. Em entrevista ao Flow Podcast, realizada na quarta-feira (23/9), Haddad elogiou o modelo de intervenção na Cracolândia, mas enfatizou que é necessário um programa que evite o surgimento de novas áreas críticas na capital paulista.

Haddad mencionou o programa Braços Abertos, implementado durante sua gestão na Prefeitura de São Paulo, como um modelo a ser seguido. Ele criticou a atual situação, onde dependentes químicos estão dispersos pela cidade e não recebem o devido tratamento. "Os dependentes estão espalhados pela cidade, inclusive fora da capital. E não tem um trabalho de recuperação do dependente químico", afirmou.

O candidato também fez uma relação entre a situação dos dependentes químicos e o aumento da criminalidade na cidade. Segundo ele, o tráfico de drogas está diretamente ligado ao crescimento de roubos, uma vez que muitos dependentes recorrem a crimes para sustentar o vício. "Nas marginais, se for à noite, você vai ver que tem muita gente fumando crack. E essa pessoa vai ter que, para conseguir a pedra, precisa entregar alguma coisa", explicou, ressaltando a necessidade de um programa de acolhimento.

Em meio a esse cenário, uma pesquisa divulgada na mesma data, realizada pela Quaest, mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera as intenções de voto para o governo de São Paulo, com 44%. Fernando Haddad permanece com 27%, o mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. A diferença entre os dois candidatos aumentou de 15 para 17 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre 19 e 22 de setembro com a participação de 1.800 eleitores com 16 anos ou mais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-00959/2026 e apresenta uma margem de erro de aproximadamente 2 pontos percentuais, além de um nível de confiança de 95%.