O debate presidencial promovido pelo Flow podcast nesta segunda-feira (21/9), em São Paulo, ficou marcado pela ausência dos dois principais nomes das pesquisas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A ausência dos candidatos foi um dos pontos centrais abordados por seus concorrentes, que também criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF).
No evento, estiveram presentes os presidenciáveis Romeu Zema, do Novo, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante. Os três candidatos aproveitaram a oportunidade para direcionar suas críticas tanto à Suprema Corte quanto à falta de participação de Lula e Flávio no debate, questionando os motivos que levaram à ausência dos dois.
Ronaldo Caiado, durante sua fala, traçou um paralelo entre os ministros do STF e os candidatos que não compareceram, sugerindo que tanto Lula quanto Flávio estariam “com medo das investigações”. Ele afirmou: “Não são só os membros do Supremo que estão com medo. Pelo contrário, você tem também o Flávio e o Lula com medo de vir a debate. Os dois estão vivendo a mesma situação.”
Em continuidade, o ex-governador de Goiás expressou sua intenção de indicar mulheres para as quatro vagas do STF que ele teria a possibilidade de preencher, caso seja eleito presidente do Brasil. Essa declaração visa demonstrar seu compromisso com a representatividade de gênero na Suprema Corte.
O candidato Romeu Zema também centrou suas críticas na figura de Lula, além de mencionar o ministro Flávio Dino. Ele insinuou que as atuais crises envolvendo o STF são consequências de ações do governo petista. “Nós estamos correndo o risco de ele (Lula) ganhar e indicar mais quatro Flávio Dinos para lá (Supremo). Será que o Brasil dá conta disso?”, questionou Zema, evidenciando sua preocupação com a possível continuidade das políticas de Lula.
Augusto Cury, por sua vez, não poupou críticas a Flávio e Lula, chamando-os de “covardes” por não participarem do debate, especialmente em um momento de crise que envolve o STF. Cury aproveitou para expor suas propostas, como a divisão do BNDES em dois segmentos: um para grandes empresas e outro voltado para microempresas, com o objetivo de aliviar a carga tributária sobre os pequenos empreendedores. “Queremos que os pequenos empreendedores possam ter uma carga menor e, assim, consequentemente, estejam muito menos asfixiados no seu negócio”, afirmou Cury.