Funai registra segundo maior custo de aluguel por metro quadrado entre órgãos federais

Relatório da CGU revela que Funai paga R$ 109,56 por metro quadrado, superando a média de R$ 65,61 e ficando atrás apenas da Infra S.A. em Brasília.
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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ocupa a segunda posição em custo de aluguel por metro quadrado entre nove órgãos federais, conforme levantamento realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU). O relatório, finalizado no início de agosto, aponta que a Funai desembolsa R$ 109,56 por metro quadrado mensalmente em 2024.

Esse valor é 67% superior à média de R$ 65,61 identificada na avaliação. A única instituição que apresenta um custo maior é a Infra S.A., que paga R$ 110,86 por metro quadrado. A sede da Funai, localizada no Edifício Parque Cidade Corporate, no Setor Comercial Sul de Brasília, ocupa uma área total de 11 mil metros quadrados.

O custo anual total, que inclui aluguel e condomínio, chega a R$ 15,57 milhões, sendo que, somente com o aluguel, a Funai gastou R$ 14,5 milhões em 2024. O relatório da CGU, datado de 4 de agosto, também analisou contratos de outros órgãos, como o Ministério da Pesca e Aquicultura, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em comparação direta com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que também está situada no mesmo edifício, a Funai pagou um valor 17,9% superior. Enquanto a Funai desembolsa R$ 109,56 por metro quadrado, a Anac paga R$ 92,96, apesar de ocuparem espaços com padrões construtivos e localizações semelhantes.

Os auditores da CGU destacam que, caso a Funai decida manter um imóvel de alto padrão construtivo, essa escolha deve ser justificada no planejamento de novas contratações, levando em consideração os princípios de eficiência e economicidade que regem a Administração Pública Federal.

A CGU também sugeriu que a Funai considere o trabalho híbrido na determinação da área necessária e avalie o compartilhamento das estações antes de decidir sobre a permanência no atual edifício. Em novembro de 2024, foi regulamentado o Programa de Gestão e Desempenho da fundação, que conta com 212 servidores em regime híbrido parcial, 39 em teletrabalho integral e três atuando remotamente do exterior.