O relato inicial sobre o episódio foi enviado pelo motorista às 22h41. Nele, ele informa que foi seguido por uma viatura da PM e que não queria preocupar seus interlocutores. A mensagem foi enviada após deixar Haddad em sua residência, localizada no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo, após o candidato participar de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP. Antes de estacionar o carro, às 21h40, o motorista comunicou que estava tudo certo e que já estava em casa.
Imagens de câmeras de segurança mostram Haddad sendo deixado em sua casa, logo após a passagem da viatura da PM. O motorista relatou que, ao deixar a residência, percebeu que a viatura estava parada no acostamento da avenida 23 de maio. Ele narrou que foi seguido até um posto de gasolina nas proximidades, onde a viatura permaneceu observando-o, o que o fez sentir que a atenção dos policiais era direcionada a ele.
Em suas mensagens, o motorista mencionou que os policiais estavam usando uma lanterna para observar o interior do carro. Ao parar em frente a um hotel, ele decidiu questionar os agentes sobre o motivo da perseguição. Durante essa abordagem, os policiais estavam armados com fuzis e teriam instruído o motorista a se afastar, conforme contou Hélio Silveira, advogado de Haddad. O advogado também informou que a abordagem durou cerca de 40 minutos.
Silveira descreveu a situação como ostensiva e intimidadora, ressaltando que o motorista ficou assustado durante todo o episódio. O ex-ministro expressou preocupação com a situação, afirmando que seu motorista é um trabalhador que ficou bastante abalado, especialmente pelo fato de haver fuzis na viatura e pela forma como a abordagem foi realizada.