Decisão do TJPR definirá destino de motorista envolvido em acidente fatal em Foz do Iguaçu

O Tribunal de Justiça do Paraná decide hoje se David Martens, motorista acusado de matar pai e filho em acidente, irá a júri popular ou responderá por homicídio culposo. O caso ocorreu em 2025 na Avenida Juscelino Kubitschek.
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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) se reúne nesta quinta-feira, 13 de agosto, para deliberar se David Martens, o motorista envolvido em um acidente que resultou na morte de Gilberto de Almeida, de 59 anos, e de seu filho Alexandre Leal de Almeida, de 29 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri ou se irá responder por homicídio culposo. O trágico incidente ocorreu na madrugada de 17 de março de 2025, na Avenida Juscelino Kubitschek, em Foz do Iguaçu.

As vítimas estavam paradas em uma motocicleta em um semáforo, no cruzamento com a Rua Carlos Gomes, quando foram atingidas por um Chevrolet Cobalt dirigido por Martens. O impacto foi tão violento que arrastou pai e filho por vários metros, levando à morte de ambos antes que o socorro pudesse chegar. Imagens de câmeras de segurança registraram a colisão, e essas gravações foram anexadas ao processo judicial.

O Ministério Público do Paraná argumenta que o motorista agiu com dolo eventual, sugerindo que ele teria assumido o risco de causar as mortes. A acusação aponta para indícios de que Martens havia consumido bebidas alcoólicas antes do acidente, além de apresentar registros de compras e imagens do motorista em estabelecimentos comerciais na região. Para o MP, esses elementos reforçam a necessidade de julgamento por homicídio doloso.

No final de 2025, a juíza Danuza Zorzi, da 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, decidiu pronunciar Martens por dois homicídios qualificados, encaminhando o caso ao Tribunal do Júri. Essa decisão de pronúncia não implica condenação, mas indica que há indícios suficientes para que os jurados analisem a acusação.

A defesa, representada pelo advogado Luiz Carlos Soares Junior, contesta essa classificação e solicita que o caso seja reclassificado para homicídio culposo. O advogado argumenta que a juíza proferiu uma sentença de pronúncia e que não existem provas que indiquem a intenção de matar ou que comprovem que Martens assumiu o risco de provocar o acidente.

Vale destacar que, após o acidente, Martens não realizou o teste de alcoolemia, uma vez que deixou o local e se apresentou à Polícia Civil dois dias depois, acompanhado de um advogado. Em seu depoimento, ele afirmou que não percebeu a motocicleta antes da colisão. Atualmente, o motorista responde ao processo em liberdade.