Catedral San Blas permanece fechada após incêndio há seis meses

Seis meses após o incêndio que danificou a Catedral San Blas, em Ciudad del Este, as obras de restauração ainda não começaram. A Diocese de Foz do Iguaçu e a Itaipu Binacional estão envolvidas no processo de recuperação.
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Seis meses se passaram desde o incêndio que atingiu a Catedral San Blas, localizada em Ciudad del Este, e as obras de restauração da igreja ainda não começaram. O templo, um importante cartão postal da região que faz fronteira com Foz do Iguaçu, permanece fechado e sem previsão de reabertura para as celebrações religiosas.

O incêndio ocorreu no dia 9 de fevereiro, quando o telhado da catedral foi destruído, além de causar danos em vigas de madeira e paredes. A fumaça densa provocou preocupação entre os moradores e turistas, se espalhando por vários quilômetros. O combate ao fogo foi complicado pela altura do telhado e pela arquitetura do edifício, além de relatos de falta de água em algumas áreas próximas, o que exigiu manobras adicionais dos bombeiros para controlar as chamas.

Inaugurada na década de 1960, a Catedral San Blas é a sede da Diocese de Ciudad del Este e um símbolo da fé católica na Tríplice Fronteira. O incêndio gerou grande comoção na população, mobilizando esforços para sua reconstrução. A Itaipu Binacional, em parceria com a diocese, encomendou um estudo para avaliar a estrutura da catedral.

O estudo incluiu um levantamento geométrico completo da catedral e testes para identificar os efeitos do calor nos materiais. Para isso, foi utilizado um radar de penetração, que possibilitou a visualização da estrutura interna do concreto armado. Com base nos resultados obtidos, um plano de intervenção foi elaborado, mas ainda aguarda ajustes antes de ser submetido à prefeitura de CDE para aprovação.

A expectativa inicial era de que as obras começassem na segunda quinzena de agosto, com a necessidade de substituir vigas de sustentação, portas e janelas, além da instalação de um sistema moderno de proteção contra incêndios.

O laudo técnico apontou que o incêndio foi provocado por um curto-circuito na área onde estavam os equipamentos de áudio, iniciando na parte frontal do telhado e se espalhando rapidamente. Apesar da gravidade do sinistro, não houve feridos. A mobilização popular permitiu a salvação de imagens sacras, vestes litúrgicas, bíblias e outros itens, minimizando os danos materiais.