A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, estará em Foz do Iguaçu na segunda-feira (10) para inspecionar as obras da Casa da Mulher Brasileira. A visita terá início às 13h30, com uma vistoria técnica na unidade em construção, situada na Avenida Gramado, na Vila A, próxima à Catedral Nossa Senhora de Guadalupe. Esse projeto é parte das iniciativas federais para expandir a rede de acolhimento e atendimento a mulheres que enfrentam situações de violência.
Às 14h30, a ministra participará da abertura do IV Fórum Trinacional sobre Violência, que ocorrerá na Itaipu Binacional. O tema central do encontro será “Violência contra a Mulher” e reunirá representantes de instituições do Brasil, Paraguai e Argentina, países que compõem a Tríplice Fronteira. O fórum tem como objetivo discutir estratégias de prevenção e enfrentamento da violência, além de promover a articulação entre os serviços que atuam na proteção das vítimas.
A abordagem trinacional é crucial, uma vez que a violência pode transcender fronteiras, exigindo uma colaboração eficaz entre os órgãos dos três países. Antes do início do fórum, Márcia Lopes deverá conceder entrevistas à imprensa nas instalações da Itaipu Binacional.
A Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu é a primeira unidade a ser implantada na região de Fronteira e é vista pelo governo como uma estratégia para fortalecer o suporte às mulheres locais. Em declarações recentes, a ministra enfatizou a importância de construir um plano conjunto com Paraguai e Argentina, visando ampliar a proteção das mulheres na área.
Márcia Lopes destacou que a experiência do Pacto Brasil contra o Feminicídio pode servir como modelo para a atuação integrada entre os três países. Essa iniciativa busca unir as estruturas e serviços que já atendem mulheres em situação de violência, além de desenvolver mecanismos de cooperação que superem as barreiras territoriais.
A escolha de Foz do Iguaçu para iniciar essa articulação é motivada pela sua localização estratégica, já que o município faz divisa com Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina. A região é marcada por um intenso fluxo diário de pessoas, incluindo moradores, trabalhadores e turistas, entre os três países.