Investigação sobre acidente de barco nas Cataratas envolve depoimentos de sobreviventes

Dois sobreviventes do acidente com o barco do Macuco Safari, que resultou na morte de Mark Lensink, relataram uma rajada de vento antes do tombamento. A Polícia Civil coleta depoimentos e investiga as circunstâncias do ocorrido.
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O acidente que resultou na morte do turista holandês Mark Lensink, de 26 anos, durante um passeio de barco no Rio Iguaçu, abaixo das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, está sendo investigado pela Polícia Civil. Informações de dois sobreviventes foram incorporadas ao inquérito, onde eles relataram uma forte rajada de vento que atingiu a embarcação momentos antes do tombamento. Essas declarações foram registradas na quarta-feira (29) e estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.

O delegado Carlos Eduardo Pezzette Loro, que lidera a investigação, detalhou que os ocupantes da embarcação se separaram ao cair no rio e tiveram que encontrar maneiras diferentes de se salvar. “Quatro foram para um lado, dois para outro. Cada um se socorreu de um jeito. Demorou um pouco para chegar a assistência, os primeiros socorros. Eles foram para as margens por conta própria ou subiram em outra embarcação”, explicou o delegado em entrevista à RPC.

A Polícia Civil já ouviu várias testemunhas e enviou ofícios para órgãos responsáveis pela fiscalização do turismo e da segurança na área. Nos próximos dias, testemunhas adicionais, incluindo os tripulantes do barco, devem ser ouvidos para ajudar a esclarecer os eventos que levaram ao acidente ocorrido na terça-feira (28) durante um passeio privativo do Macuco Safari.

Em uma nota conjunta, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que novas atualizações sobre as investigações serão divulgadas conforme o progresso dos trabalhos, sempre que isso não comprometer a apuração dos fatos.

O Corpo de Mark Lensink foi liberado pelo Instituto Médico Legal na quinta-feira (30), após a conclusão dos procedimentos de identificação, que contaram com a assistência do consulado da Holanda. A documentação fornecida pela representação diplomática foi fundamental para a identificação formal do corpo, que foi entregue à pessoa responsável por organizar o traslado e sepultamento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Mark Lensink sofreu afogamento que levou a uma parada cardiorrespiratória. Ele recebeu atendimento no local do incidente, foi transportado de barco até o Porto Kattamaram e, posteriormente, encaminhado ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, onde, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu.